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Resgate do galeão

Projeto Barra Sul

Foto Bruno Germer
Foto Bruno Germer
Barra Sul retoma em agosto operações de resgate do  naufrágio mais antigo do Brasil

Mergulhadores vão resgatar das águas do Sul da Ilha de Santa Catarina uma pedra triangular e dois ornamentos. Este é um sítio arqueológico que guarda vestígios históricos inéditos no Brasil, diz a arqueóloga Deisi de Farias.

Até o final de agosto, o Projeto Barra Sul retorna as operações de resgate de mais peças do galeão naufragado no século XVI no litoral de Santa Catarina. Inicialmente, serão retiradas do fundo das águas da barra sul, no acesso marítimo sul para a Ilha de Santa Catarina, dois ornamentos na forma de bola e uma placa triangular com inscrições em latim.

O cronograma de atividades do Projeto Barra Sul prevê, até dezembro, a realização de novas operações para a retirada do mar de outros objetos já localizados, como o canhão com data de fundição de 1565. “Boa parte da estrutura está enterrada e, primeiramente, deveremos fazer um trabalho de minuciosa escavação, antes que a peça possa ser removida”, diz o diretor do Projeto Barra Sul, Gabriel Corrêa.

A arqueóloga Deisi Scunderlick Eloy de Farias ressalta: “Por se tratar de um sítio arqueológico que guarda vestígios históricos inéditos no Brasil, haverá uma minuciosa escavação, seguindo todos os procedimentos e metodologias previstas na pesquisa arqueológica”. Ela é a coordenadora do Grupep-Arqueologia da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), responsável pela catalogação, dessalinização, limpeza,  guarda e conservação dos objetos resgatados do naufrágio.

A primeira peça resgatada, uma pedra com um desenho em alto relevo de dois leões e dois castelos e, no meio, um padrão português, já está no laboratório do Grupep, passando pelo processo de dessalinização. “Ela continua submersa em água, que é constantemente trocada, para que toda a salinidade seja eliminada”, explica a arqueóloga Deisi, acrescentando que é necessário proteger o material para que ele não corra nenhum risco de deterioração. Depois, segundo a arqueóloga, é que a equipe passará ao trabalho de estudo e análise, tanto tecno-tipologicamente quanto por meio de documentos históricos, uma vez que história e arqueologia se complementam.

Essa primeira peça resgatada, pelos desenhos em alto relevo, remetem, segundo alguns historiadores, à nau provedora de nome  San Esteban, que fazia parte de uma frota, com 23 embarcações, que saiu da Espanha em 1581. Existe o registro que essa nau, carregada de ferramentas e armamentos para suprir a construção de duas fortalezas no Estreito de Magalhães, naufragou em 7 de janeiro de 1583.

“Os indícios são fortes, entre eles o ano de fundição do canhão (1565), os símbolos em uma das lápides do reino de Leon e Castilla, juntamente com o padrão português, remetem para o período da União Ibérica (1580-1640)”. Além disso, o nome do Rei Felipe II na peça triangular que ainda vai ser resgatada, evidencia o naufrágio de 1583.

As escavações tentarão resgatar outros objetos, como fragmentos de cerâmica, pedras de lastro (utilizadas para equilibrar as embarcações) e projéteis de vários calibres. “Todas essas peças são de extrema importância para podermos desvendar exatamente que naufrágio é esse”, ressalta a arqueóloga.

Uma confirmação definitiva poderá ocorrer no caso de ser localizado o canhão de sinalização. Como era o costume, essas peças tinham o nome da embarcação gravado.
 
Segundo Gabriel, o que restou do naufrágio ocorrido há 428 anos encontra-se com muito sedimento. “Ocorreu a aglutinação dos objetos carregados juntamente com as pedras de lastro; a parte de madeira praticamente inexiste e sobraram somente as peças maiores que resistiram ao tempo e à correnteza”, conta  ele.

História - O Projeto Barra Sul faz pesquisas autorizadas pela Marinha em uma área de 400 quilômetros quadrados no acesso sul da Ilha de Santa Catarina, na região da Praia dos Sonhos, desde 2005. Essa região é considerada um verdadeiro cemitério de navios, pois fazia parte da rota das navegações - era o último porto de abastecimento antes do Rio da Prata.

                De acordo com documentos históricos, entre os séculos XVI e XVII, o período das navegações, o local na época denominado Porto dos Patos, abriga, nas profundezas de suas águas, oito naufrágios relevante interesse historico e arqueologico. É que essa região era um ponto ao mesmo tempo estratégico e crítico.

     “Estratégico porque era o último porto para o abastecimento dos navegadores europeus que se dirigiam ao Rio da Prata e Estreito de Magalhaes. Crítico, porque era traiçoeiro. Quando eles adentravam a baía Sul para se abastecerem de provisões, eram surpreendidos com a geografia acidentada do leito marinho, com bancos de areia móveis, e muitas vezes pegavam até mesmo um inesperado vento Sul. Muitas não conseguiam entrar no estreito canal desse acesso sul da Ilha de Santa Catarina, e naufragavam”, relata Gabriel Corrêa, diretor do Projeto Barra Sul.

     Em 2005 foi encontrada a âncora supostamente do Caboto, em 2009 foi encontrado a embarcação, onde, com o apoio da Fapesc, estão sendo removidos os objetos.

  Assessoria de Imprensa
Duda Hamilton
duda.hamilton@dfatocom.com.br
Elisabeth Karam
divulgacaocientifica@unisul.br

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